EPIFISIÓLISE

DEFINIÇÃO

DIAGNÓSTICO

TRATAMENTO

DEFINIÇÃO

É o escorregamento parcial da cabeça do fêmur ao nível da placa de crescimento, com a perda de sua esfericidade e o conseqüente desarranjo articular.

O modelo esquemático acima mostra que a cabeça femoral na criança é dividida ao meio por uma placa cartilaginosa, responsável por parte do crescimento longitudinal desse osso.

Observe que a parte superior da cabeça do fêmur escorregou para baixo e para trás da placa de crescimento. Quando isso ocorre há uma perda do formato esférico da cabeça femoral, o que poderá acarretar o comprometimento dos movimentos da articulação do quadril no futuro.

DIAGNÓSTICO

Há dois tipos de crianças que são mais comumente afetadas. As muito magras e altas, já na fase do estirão puberal (13 a 15 anos) e as obesas e altas com a genitália ainda pouco desenvolvida (Síndrome Adiposo-Genital). Geralmente existe uma história traumática, mas nem sempre a dor é no quadril. É comum a criança se queixar de dor no joelho.

Quadro Clínico

  • Dor e diminuição dos movimentos do quadril.
  • Às vezes o único sintoma pode ser dor no joelho.
  • Uma criança que começa a mancar de uma hora para outra.

Em alguns casos em que a cabeça ainda não começou a deslizar a doença é mais difícil de identificar na radiografia comum, havendo necessidade, em certos casos, do auxílio da tomografia ou da ressonância magnética.

TRATAMENTO

Algumas escolas ortopédicas recomendam somente o repouso, outras indicam a imobilização gessada, mas o tratamento mais preconizado é o cirúrgico. A técnica operatória mais utilizada é a chamada epifisiodese, em que um ou mais parafusos são introduzidos através do colo do fêmur, transfixando a placa de crescimento e chegando até a parte superior da cabeça que está escorregando. O objetivo é criar uma área de "irritação" na placa de crescimento, para que essa se feche precocemente e fixe uma parte da cabeça na outra, transformando-a em uma só peça, como no adulto. Não há prejuízo para o crescimento do osso, pois existem outros núcleos que irão compensar.

Escorregamento do lado esquerdo Parafuso fixando a cabeça que havia escorregado

Há uma tendência a fixar tanto o fêmur do lado afetado quanto o do lado oposto, pois em cerca de 50% dos casos a epifisiólise é bilateral, com o escorregamento acontecendo em tempos diferentes. Aproveita-se o ato anestésico para tratar o lado doente e prevenir um possível escorregamento no lado ainda saudável.

Cicatriz na pele que mostra o tamanho mínimo do corte para introdução do parafuso

Nos casos em que o escorregamento aconteceu há muito tempo e não há mais como fixar a cabeça do fêmur no lugar a técnica é outra. Recomenda-se, nesses casos, uma osteotomia, em que uma parte do fêmur é seccionada para permitir o reposicionamento da cabeça no interior da cavidade acetabular, como mostra a ilustração abaixo.

 

 
     
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